quinta-feira, 2 de abril de 2015

31 anos

"mergulhar no diverso respirando firme
entre as camadas
abarcar a névoa e o clarão.
despertar atenção para tudo relaxar
podar o capim para que ele cresça firme
flexível e reto como o mato
ter dado espaço para o outro entrar e entrar nele todo
não esquecer nada disso
mas nunca lembrar de nada
pois não há monotema nenhum
girando desconforme a galáxia
nem trilhos onde encaixar roldanas, mergulhar
mergulhar até soltar a mandíbula
inflamando o peso caindo, a inflação subindo.
há paciência e é agora
de pé no chão."

Júlia Hansen

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