sexta-feira, 30 de novembro de 2012

¿Hacia dónde iba la piba?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

la mirada hacia la escrita siempre resulta la misma

Esa no soy yo.
No es mi voz, no es mi cuerpo.
No es mi pelo, ni mi piel.
No son mis ojos, ni mis manos.
No reconozco a esos pies.
Esa es una extraña, una desconocida.
Pero de aquellas que no podrá ser nunca mi amiga.
Sin embargo, algo en su poesía
se identifica con algo que hay en la mía
aunque algo en mi poesía
falta en la suya.
ad infinitum

sábado, 24 de novembro de 2012

Um café pra você

"Parece que aquele café funcionou mesmo. Não sei se pra bom ou pra ruim. Pra falar a verdade eu cheguei a pensar as duas coisas. Primeiro quando vc apagou a luz e eu, deitado, vi que não ia conseguir tão fácil assim, foi ruim. Fechei os olhos, esperei o sono vir, mas ele não vinha. Tava tudo escuro. Tinha passado pouco tempo, mas acho que vc já estava dormindo. Resolvi levantar, mas daí desencanei pensando "ela vai achar que isso é charme só porque eu disse que tenho problemas pra dormir às vezes... e blá blá blá e ainda é capaz de me chamar de blazê".
Decidi ficar te olhando então. Ficar te encarando de perto, com meu rosto quase colado no seu, que eu não sei se vc já percebeu, mas é como eu gosto de te olhar... bem de perto. Passou um tempo. Minha pupila dilatou. O quarto já não estava tão escuro e eu conseguia ver seu rosto razoavelmente. Comecei a me divertir. Deitado mesmo. quando vc não estava de costas comigo te abraçando, eu ficava vendo o seu rosto de perto, tentando ver aquela leve penugem que toda pele tem, quase não conseguia. Daí ficava encarando o seu rosto de várias formas diferentes. Às vezes, com os dois olhos abertos, às vezes com o esquerdo e outras só com o direito. Ficava olhando o seu nariz. Dormia um pouco, acordava, dormia mais, acordava hora com calor, hora com frio. O quarto foi ficando mais claro e eu via mais detalhes. Ficava olhando uns pontos que vc tem no rosto, não sei se são espinhas. Que vergonha te contar essas coisas. Não pense que sou retardado.
Reparei que você se mexe bastante. Ou melhor, vc se mexe demais. Ora uma posição, aí muda, deita de costas, muda, deita de um lado, de outro, virava de barriga pra cima e colocava o cobertor sobre o rosto. E eu ficando horrorizado com aquela cena pensando em como devia estar sufocante ali dentro. Daí virava de novo. Virava de lado e punha de novo o cobertor na cara, afff... Daí eu tentava dormir e reparei - não se zangue - que horas vc respira forte quando dorme, não é toda hora, mas tem vezes que vc respira bem forte. Chegava a quase ser um ronco e, em alguns momentos, até era mesmo. Outra vez fico horrorizado pensando "meu deus, como uma moça deste tamanho consegue roncar assim. Será que é porque ela falou que tava com a garganta zoada?". Daí vc vira novamente. Minha cabeça está encostada no travesseiro e o seu rosto fica de frente pro meu. Você me faz um leve carinho encostando o seu nariz no meu e eu adoro. Sua respiração se torna leve, eu fico te olhando ali, assim, e durmo."

Juliano Domingues

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"Dadme un bello naufragio verde
Un milagro que ilumine el fondo de nuestros mares íntimos
Como el barco que se hunde sin apagar las luces."
(Huidobro)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Taller de Narrativas

Llegada la hora, concluí:
No todo tiene un título
pero nada escapa del punto final.

Ellen maria

terça-feira, 13 de novembro de 2012

learning with my suck's english.

United States of America Hymn

Level one - basic - (when you are a child)
Oh, say can you see by the dwan's early light
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming?
Whose broad stripes and bright stars thru the perilous fight,
O'er the ramparts we watched were so gallantly streaming?

Level two - intermediary - (when you are a adolescent)
Oh, you steel do not see?
I took everything in the world to me
I would like to own the universe and more
but now I'm poor and my enemies are stronger for war.

Level three - advanced (when you are a dummy adult)
Oh can't you see?
You belong to me
I don't care what you say
what I want, it's free, I take.

perfil

Nació en el día que tenía que nacer. Por suerte, no fue comemierda. Medio del año, medio del més, a la mitad de la madrugada. Por pasar unos días con el cordón umbilical enredado en el cuello, nunca pudo usar bufanda. Dolor de cabeza inmediato. Nació dormida y exactamente por eso, no le gustó dormir el resto de la vida. Hiperactiva comedida, doce horas después de la primera tragada de aire, en la mitad de la tarde, despertó hambrienta. Su reloj interno la avisó.Ya era hora de mostrar al mundo su personalidad.

Ellen Maria

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A arte imita a...


Depois de lida a poesia
Desceu Ismália enlouquecida
convencida de que a melhor saída
não era a morte descrita pelo autor:
"Alphonsus me devolveu a vida", dizia
E repetia em entrevista
Ismália ficou famosa, filmou sua biografia
seguiu carreira de artista
A torre em que vivia foi destruída
Hoje vive em outra, mais bonita.

Ellen Maria

domingo, 11 de novembro de 2012

Wendy condenada a crescer

É brincadeira?
Me olho no espelho e reconheço:
tenho o mesmo corte de cabelo
e provavelmente os mesmos planos
que eu mesma na foto
que tirei há vinte anos
e hoje guardo na carteira.

Ellen Maria

Donrèmy-Reims

Joana D'arc,
não dê brecha,
partiremos em viagem.
Chegarei com meu arco
e minha flecha
Não faça cena
traz suas armas.
te esperarei as três
na floresta de Lorena.
Assinado: Jean de Metz.

Ellen maria

sábado, 10 de novembro de 2012

El caracol y la sirena

Querido Rubén,
Não me escrevas redondilhas
que fujo com outras ovelhas.
Tua poesia me enchia de lágrimas
quando delas não tratavas.
Que comeces já
buscando outros temas
métricas, estéticas e rimas
a tua pena
Deves seguir praticando
e mandar só a mim
o que tiver que ver com esplín,
com modernismo
Uma mulher con-tempo-rânea
não perde tempo
com romantismo.
Sacia tua sede
com novas viagens e leituras.
Espero-te saudosa,
assina a sempre tua
melhor leitora,
Rosario Murillo.


Ellen Maria

Pedido de casamento

O processo é lento:
perderemos discos
filmes não devolveremos.
O barato é louco:
louvaremos o tempo 
dinheiro não teremos.
O bagulho é sério:
ganharemos quilos 
filhos nos foderemos.
A parada é sinistra:
cairemos lágrimas
cabelos
não sobreviveremos.
Trocaremos de bala
como quem faz amor 
de roupa. Topa?


Ellen Maria

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Vida de formiga

Trabalharás muito todos os dias
Sofrerás de insônia crônica
Passarás frios intensos
Andarás por desertos escaldantes
Sobreviverás de chuvas torrenciais
Comerás o pão que do diabo sobrou
Jogarás no lixo todos os teus sonhos e ideais
Mas se tiveres uma grande bunda,
poderás valer muito no mercado gastronômico.

Ellen maria

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Engolindo sapos

Use luvas
Capture uma palavra
Mate-a com um chinelo
Prenda as extremidades com agulhas
Jogue sal
Deixa-a no sol
Aumente a potência com uma lupa
Atente-se às transformações
vida - morte - ressecamento - dissecação
Solte-a
Assopre-a
Alguns conceitos voarão
O que sobrar vai lhe servir
Agora coma.
Ou melhor: engula.

Ellen Maria