sábado, 17 de dezembro de 2011

Soneto da Permanência

"Ao passo que tudo sempre vem e passa
Na ampulheta do tempo, se vê e esquece
Do Sol que se põe quando o dia fenece
O destino mortal a todos enlaça

Mas vossa beleza, Senhora, abraça
Quem vivencia vossa voz feito prece
E do sol o esplendor que em vós a luz tece,
E em mim permanece em imagem de graça

De Deus sois obra-prima; Dele, a parte
Digna de eternidade, qual poesia,
No sopro dos céus, Dionísio nos fala;

Vós tornastes efêmera toda Arte
Sois, pois, na Terra, de imortal maestria
Sinal único, que o tempo não cala."

Carolina Rocha

parlenda

Quando um não quer
dois não brigam
Quando um quer
não dá liga
Quando os dois querem
a gente fica.

Ellen Maria

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Deseo

"Amarte con un fuego duro y frío
Amarte sin palabras, sin pausas ni silencios.

Amarte sólo cada vez que quieras,
y sólo con la muda presencia de mis actos.

Amarte a flor de boca y miestras la mentira
no se distinga en ti de la ternura.

Amarte cuando finges toda la indiferencia
que tu abandono niega, que funde tu calor.

Amarte cada vez que tu piel y tu boca
busquen mi piel dormida y mi boca despierta.

Amarte por la soledad, si en ella me dejas.
Amarte por la ira en que mi razón enciendes.

Y, más que por el goce y el delirio,
amarte por la angustia y por la duda."

Xavier Villaurrutia

domingo, 11 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Teatro no Trem, Cinema no Metrô

Está faltando espaço
em São Paulo
vivem em um apartamento conjugado
os meios de transporte
e os de comunicação
apertados.

Ellen Maria