quarta-feira, 10 de junho de 2015

Exercício

como se o irreversível fosse tecido transitivo
costuro
um seguinte verso no fim do poema
alheio
brincando de dar uma segunda voz
ao sobrenome morto na língua daquele
que ainda nem nasceu e
texto nascido
estende os fantasmas desalinhados
buscando passar a ferro
alguma
identidade própria.


Ellen Maria

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