Esa no soy yo.
No es mi voz, no es mi cuerpo.
No es mi pelo, ni mi piel.
No son mis ojos, ni mis manos.
No reconozco a esos pies.
Esa es una extraña, una desconocida.
Pero de aquellas que no podrá ser nunca mi amiga.
Sin embargo, algo en su poesía
se identifica con algo que hay en la mía
aunque algo en mi poesía
falta en la suya.
ad infinitum
29.11.12
24.11.12
Um café pra você
"Parece que aquele café funcionou mesmo. Não sei se pra bom ou pra ruim. Pra falar a verdade eu cheguei a pensar as duas coisas. Primeiro quando vc apagou a luz e eu, deitado, vi que não ia conseguir tão fácil assim, foi ruim. Fechei os olhos, esperei o sono vir, mas ele não vinha. Tava tudo escuro. Tinha passado pouco tempo, mas acho que vc já estava dormindo. Resolvi levantar, mas daí desencanei pensando "ela vai achar que isso é charme só porque eu disse que tenho problemas pra dormir às vezes... e blá blá blá e ainda é capaz de me chamar de blazê".
Decidi ficar te olhando então. Ficar te encarando de perto, com meu rosto quase colado no seu, que eu não sei se vc já percebeu, mas é como eu gosto de te olhar... bem de perto. Passou um tempo. Minha pupila dilatou. O quarto já não estava tão escuro e eu conseguia ver seu rosto razoavelmente. Comecei a me divertir. Deitado mesmo. quando vc não estava de costas comigo te abraçando, eu ficava vendo o seu rosto de perto, tentando ver aquela leve penugem que toda pele tem, quase não conseguia. Daí ficava encarando o seu rosto de várias formas diferentes. Às vezes, com os dois olhos abertos, às vezes com o esquerdo e outras só com o direito. Ficava olhando o seu nariz. Dormia um pouco, acordava, dormia mais, acordava hora com calor, hora com frio. O quarto foi ficando mais claro e eu via mais detalhes. Ficava olhando uns pontos que vc tem no rosto, não sei se são espinhas. Que vergonha te contar essas coisas. Não pense que sou retardado.
Reparei que você se mexe bastante. Ou melhor, vc se mexe demais. Ora uma posição, aí muda, deita de costas, muda, deita de um lado, de outro, virava de barriga pra cima e colocava o cobertor sobre o rosto. E eu ficando horrorizado com aquela cena pensando em como devia estar sufocante ali dentro. Daí virava de novo. Virava de lado e punha de novo o cobertor na cara, afff... Daí eu tentava dormir e reparei - não se zangue - que horas vc respira forte quando dorme, não é toda hora, mas tem vezes que vc respira bem forte. Chegava a quase ser um ronco e, em alguns momentos, até era mesmo. Outra vez fico horrorizado pensando "meu deus, como uma moça deste tamanho consegue roncar assim. Será que é porque ela falou que tava com a garganta zoada?". Daí vc vira novamente. Minha cabeça está encostada no travesseiro e o seu rosto fica de frente pro meu. Você me faz um leve carinho encostando o seu nariz no meu e eu adoro. Sua respiração se torna leve, eu fico te olhando ali, assim, e durmo."
Juliano Domingues
Decidi ficar te olhando então. Ficar te encarando de perto, com meu rosto quase colado no seu, que eu não sei se vc já percebeu, mas é como eu gosto de te olhar... bem de perto. Passou um tempo. Minha pupila dilatou. O quarto já não estava tão escuro e eu conseguia ver seu rosto razoavelmente. Comecei a me divertir. Deitado mesmo. quando vc não estava de costas comigo te abraçando, eu ficava vendo o seu rosto de perto, tentando ver aquela leve penugem que toda pele tem, quase não conseguia. Daí ficava encarando o seu rosto de várias formas diferentes. Às vezes, com os dois olhos abertos, às vezes com o esquerdo e outras só com o direito. Ficava olhando o seu nariz. Dormia um pouco, acordava, dormia mais, acordava hora com calor, hora com frio. O quarto foi ficando mais claro e eu via mais detalhes. Ficava olhando uns pontos que vc tem no rosto, não sei se são espinhas. Que vergonha te contar essas coisas. Não pense que sou retardado.
Reparei que você se mexe bastante. Ou melhor, vc se mexe demais. Ora uma posição, aí muda, deita de costas, muda, deita de um lado, de outro, virava de barriga pra cima e colocava o cobertor sobre o rosto. E eu ficando horrorizado com aquela cena pensando em como devia estar sufocante ali dentro. Daí virava de novo. Virava de lado e punha de novo o cobertor na cara, afff... Daí eu tentava dormir e reparei - não se zangue - que horas vc respira forte quando dorme, não é toda hora, mas tem vezes que vc respira bem forte. Chegava a quase ser um ronco e, em alguns momentos, até era mesmo. Outra vez fico horrorizado pensando "meu deus, como uma moça deste tamanho consegue roncar assim. Será que é porque ela falou que tava com a garganta zoada?". Daí vc vira novamente. Minha cabeça está encostada no travesseiro e o seu rosto fica de frente pro meu. Você me faz um leve carinho encostando o seu nariz no meu e eu adoro. Sua respiração se torna leve, eu fico te olhando ali, assim, e durmo."
Juliano Domingues
20.11.12
19.11.12
Taller de Narrativas
Llegada la hora, concluí:
No todo tiene un título
pero nada escapa del punto final.
Ellen maria
Ellen maria
13.11.12
learning with my suck's english.
United States of America Hymn
Level one - basic - (when you are a child)
Oh, say can you see by the dwan's early light
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming?
Whose broad stripes and bright stars thru the perilous fight,
O'er the ramparts we watched were so gallantly streaming?
Level two - intermediary - (when you are a adolescent)
Oh, you steel do not see?
I took everything in the world to me
I would like to own the universe and more
but now I'm poor and my enemies are stronger for war.
Level three - advanced (when you are a dummy adult)
Oh can't you see?
You belong to me
I don't care what you say
what I want, it's free, I take.
Level one - basic - (when you are a child)
Oh, say can you see by the dwan's early light
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming?
Whose broad stripes and bright stars thru the perilous fight,
O'er the ramparts we watched were so gallantly streaming?
Level two - intermediary - (when you are a adolescent)
Oh, you steel do not see?
I took everything in the world to me
I would like to own the universe and more
but now I'm poor and my enemies are stronger for war.
Level three - advanced (when you are a dummy adult)
Oh can't you see?
You belong to me
I don't care what you say
what I want, it's free, I take.
perfil
Nació en el día que tenía que nacer. Por suerte, no fue comemierda. Medio del año, medio del més, a la mitad de la madrugada. Por pasar unos días con el cordón umbilical enredado en el cuello, nunca pudo usar bufanda. Dolor de cabeza inmediato. Nació dormida y exactamente por eso, no le gustó dormir el resto de la vida. Hiperactiva comedida, doce horas después de la primera tragada de aire, en la mitad de la tarde, despertó hambrienta. Su reloj interno la avisó.Ya era hora de mostrar al mundo su personalidad.
12.11.12
A arte imita a...
Depois de lida a poesia
Desceu Ismália enlouquecida
convencida de que a melhor saída
não era a morte descrita pelo autor:
"Alphonsus me devolveu a vida", dizia
E repetia em entrevista
Ismália ficou famosa, filmou sua biografia
seguiu carreira de artista
A torre em que vivia foi destruída
Hoje vive em outra, mais bonita.
Ellen Maria
Ellen Maria
11.11.12
Wendy condenada a crescer
É brincadeira?
Me olho no espelho e reconheço:
tenho o mesmo corte de cabelo
e provavelmente os mesmos planos
que eu mesma na foto
que tirei há vinte anos
e hoje guardo na carteira.
Ellen Maria
Me olho no espelho e reconheço:
tenho o mesmo corte de cabelo
e provavelmente os mesmos planos
que eu mesma na foto
que tirei há vinte anos
e hoje guardo na carteira.
Ellen Maria
Donrèmy-Reims
Joana D'arc,
não dê brecha,
partiremos em viagem.
Chegarei com meu arco
e minha flecha
Não faça cena
traz suas armas.
te esperarei as três
na floresta de Lorena.
Assinado: Jean de Metz.
Ellen maria
não dê brecha,
partiremos em viagem.
Chegarei com meu arco
e minha flecha
Não faça cena
traz suas armas.
te esperarei as três
na floresta de Lorena.
Assinado: Jean de Metz.
Ellen maria
10.11.12
El caracol y la sirena
Querido Rubén,
Não me escrevas redondilhas
que fujo com outras ovelhas.
Tua poesia me enchia de lágrimas
quando delas não tratavas.
Que comeces já
buscando outros temas
métricas, estéticas e rimas
a tua pena
Deves seguir praticando
e mandar só a mim
o que tiver que ver com esplín,
com modernismo
Uma mulher con-tempo-rânea
não perde tempo
com romantismo.
Sacia tua sede
com novas viagens e leituras.
Espero-te saudosa,
assina a sempre tua
melhor leitora,
Rosario Murillo.
Ellen Maria
Não me escrevas redondilhas
que fujo com outras ovelhas.
Tua poesia me enchia de lágrimas
quando delas não tratavas.
Que comeces já
buscando outros temas
métricas, estéticas e rimas
a tua pena
Deves seguir praticando
e mandar só a mim
o que tiver que ver com esplín,
com modernismo
Uma mulher con-tempo-rânea
não perde tempo
com romantismo.
Sacia tua sede
com novas viagens e leituras.
Espero-te saudosa,
assina a sempre tua
melhor leitora,
Rosario Murillo.
Ellen Maria
Pedido de casamento
O processo é lento:
perderemos discos
filmes não devolveremos.
filmes não devolveremos.
O barato é louco:
louvaremos o tempo
dinheiro não teremos.
dinheiro não teremos.
O bagulho é sério:
ganharemos quilos
filhos nos foderemos.
filhos nos foderemos.
A parada é sinistra:
cairemos lágrimas
cabelos
cabelos
não sobreviveremos.
Trocaremos de bala
como quem faz amor
de roupa. Topa?
Ellen Maria
Trocaremos de bala
como quem faz amor
de roupa. Topa?
Ellen Maria
7.11.12
Vida de formiga
Trabalharás muito todos os dias
Sofrerás de insônia crônica
Passarás frios intensos
Andarás por desertos escaldantes
Sobreviverás de chuvas torrenciais
Comerás o pão que do diabo sobrou
Jogarás no lixo todos os teus sonhos e ideais
Mas se tiveres uma grande bunda,
poderás valer muito no mercado gastronômico.
Ellen maria
Sofrerás de insônia crônica
Passarás frios intensos
Andarás por desertos escaldantes
Sobreviverás de chuvas torrenciais
Comerás o pão que do diabo sobrou
Jogarás no lixo todos os teus sonhos e ideais
Mas se tiveres uma grande bunda,
poderás valer muito no mercado gastronômico.
Ellen maria
6.11.12
Engolindo sapos
Use luvas
Capture uma palavra
Mate-a com um chinelo
Prenda as extremidades com agulhas
Jogue sal
Deixa-a no sol
Aumente a potência com uma lupa
Atente-se às transformações
vida - morte - ressecamento - dissecação
Solte-a
Assopre-a
Alguns conceitos voarão
O que sobrar vai lhe servir
Agora coma.
Ou melhor: engula.
Ellen Maria
Capture uma palavra
Mate-a com um chinelo
Prenda as extremidades com agulhas
Jogue sal
Deixa-a no sol
Aumente a potência com uma lupa
Atente-se às transformações
vida - morte - ressecamento - dissecação
Solte-a
Assopre-a
Alguns conceitos voarão
O que sobrar vai lhe servir
Agora coma.
Ou melhor: engula.
Ellen Maria
30.10.12
El ruido de las cosas al caer
Sos mi médico y mi monstruo
Aquél que me cura y me enferma
Y la culpa ni es tuya
De vos, soy enamorada
pero mi skitalietz es congénita.
Ellen maria
Aquél que me cura y me enferma
Y la culpa ni es tuya
De vos, soy enamorada
pero mi skitalietz es congénita.
Ellen maria
29.10.12
Corazón
"Porque te tengo y no
porque te pienso
porque la noche está de ojos abiertos
porque la noche pasa y digo amor
porque has venido a recoger tu imagen
y eres mejor que todas tus imágenes
porque eres linda desde el pie hasta el alma
porque eres buena desde el alma a mí
porque te escondes dulce en el orgullo
pequeña y dulce
corazón coraza
porque eres mía
porque no eres mía
porque te miro y muero
y peor que muero
si no te miro amor
si no te miro
porque tú siempre existes dondequiera
pero existes mejor donde te quiero
porque tu boca es sangre
y tienes frío
tengo que amarte amor
tengo que amarte
aunque esta herida duela como dos
aunque te busque y no te encuentre
y aunque
la noche pase y yo te tenga
y no."
Mario Benedetti
porque te pienso
porque la noche está de ojos abiertos
porque la noche pasa y digo amor
porque has venido a recoger tu imagen
y eres mejor que todas tus imágenes
porque eres linda desde el pie hasta el alma
porque eres buena desde el alma a mí
porque te escondes dulce en el orgullo
pequeña y dulce
corazón coraza
porque eres mía
porque no eres mía
porque te miro y muero
y peor que muero
si no te miro amor
si no te miro
porque tú siempre existes dondequiera
pero existes mejor donde te quiero
porque tu boca es sangre
y tienes frío
tengo que amarte amor
tengo que amarte
aunque esta herida duela como dos
aunque te busque y no te encuentre
y aunque
la noche pase y yo te tenga
y no."
Mario Benedetti
23.10.12
3 [falsos] poemas do [poeta] Claudio Daniel e 2 [velhas] notas de [equivocados] pêsames.
I - O Cautivo
Ai, que dor de ser ilha.
Guardo a letra na pena
a palavra na língua
e o poema na gaveta.
Assim, quando a dor me desgarrar
e a poesia madurar,
estarei pronto para os aplausos
e para a experiência de ser poeta.
II - O Vanguardista
Distancio-me de meu nome
para figurar o poeta
que desejo.
Comunico-me de outros mundos
para criar o poema
que não vejo.
Invejo a forma que exprime
a relação agônica com a linguagem.
Descrevo a literatura que oprime
qualquer contato com a realidade.
III - O procrastinador
Envelheço
fazendo curso de línguas
para quem sabe um dia
tornar-me um grande tradutor.
***
Claudio, não se afobe não.
A dor se defenestra.
Ainda te resta
a profissão de ator.
E se você precisar
te empresto meu Camus
o meu Rimbaud ou meu Keats
caso queira se lembrar
que escritor jovem não é kitsch.
22.10.12
llegada
"Llegué siempre tarde
y me sigo nutriendo
de urgente futuro
de tiempo inexplorado
de riesgos y esperas,
como si fuera cierto
que renacieran los días."
Alaide Foppa
21.10.12
Al fin de cuentas
Es cierto que sos más grande que yo.
y que no las vi,
ni las vencí, perdí,
sentí, o probé.
Quizás hayas matado más hormigas que yo
durante la infancia.
O derramado más lágrimas. O comido más granos
de arroz. O besado más bocas. O más seguido la misma boca.
Tal vez.
No pelearé por la contabilidad.
Solo por la chance de ser una.
Aquella que te hace abandonar la calculadora
y bancar que puedo ser
la última de sus probabilidades matemáticas.
Ellen Maria
17.10.12
De início
livros, discos e poucas
roupas, parar de fumar
tomar mais chá, menos
café e comer
mais frutas – todas.
correr muito atrás sem
freio sem ficar pratrás
cultivar afetos, não gastar
com bobagens, viajar, dançar
e amar demais porque pra isso ainda não existe remédio.
voltar a fumar."
http://emvladivostok.blogspot.com.br/
16.10.12
Las cuerdas de mi reloj
(No seguí las instrucciones)
Uno
Te vi y me acuerdo de verte así, de
lejos,
como quien observa y analiza algo
por primera vez
y se sorprende por reconocer
pedazos precarios del otro, desconocido,
en sí mismo.
Hay algo ahí… decía.
aunque no sabía qué.
Dos
Los primeros contactos no fueron de
un dragón de Komodo
que es capaz de ver de lejos el
peligro y también, lo que quiere.
Nos acercamos
y solo con el tiempo me di
cuenta que no había caza,
ni cazador. Fuimos bien
civilizados.
Tres
La naturaleza es tan sabia que nos
hizo analfabetos de nacimiento
pero expertos en las lecturas de
miradas
cuando todavía no sabíamos ni
hablar.
Con el intento de evitar lo
inevitable, nos deseamos en silencio.
Fue cuando empecé a subir las
escaleras rumbo
al momento alucinante que me
esperaba.
Cuatro
Ya no somos extraños.
Por un instante, sentí que nos
completamos, aunque siempre fuimos enteros.
Y por más que sea cursi, sellamos
lo cierto con un beso,
una caricia y una mordida para
cerrar el casual encuentro.
No sé no extrañarte todo el tiempo.
Cinco
Nos perdemos, sin la urgente
necesidad de encontrarnos
tal cual un barco que sabe su
destino, pero avanza lento.
Qué ironía que seamos ateos. Ahora
estamos apegados a esa magia,
el aura que nos rodea aunque el
ambiente no sea propicio.
Nunca será lo mismo.
Seis
te abrazo, tic tac tic tac
nada más tiene importancia…
los árboles despliegan sus frágiles
hojas
porque ya no hay tiempo de estar
juntos.
El reloj se disuelve en emociones.
Ellen Maria
Ellen Maria
Masa insurgente busca vanguardia revolucionaria
Requisitos
obligatorios:
Liderazgo,
espíritu de equipo, lista activa de contactos con variados grupos
oprimidos, autonomía y dinamismo.
Fundamental
conocimientos en el área de gestión de personas y experiencia con
resolución de conflictos.
Excelente
dicción, fluidez en al menos 3 lenguas y habilidad de trabajar bajo
presión.
Disponibilidad
para viajar.
Conocimientos
indicados:
Retórica,
historia general, educomunicación, principales corrientes críticas
filosóficas y sociológicas, literatura universal, geopolítica
actual, manejo de armas.
Deseable
especialización en Revolución Rusa y movimientos proletarios.
Documentos
exigidos:
Un
manifiesto coherente y perspicaz que dialogue con la coyuntura de
Latinoamérica.
Carta
de propuestas a corto y largo plazo.
Curriculum
vitae con indicación.
Licencia
para manejar autos y camiones.
Funciones:
Responsable
por transmitir información de manera objetiva a las delegaciones y
liderar el comité ejecutivo, asegurando que el trabajo intelectual
siga en confluencia con el trabajo manual.
Coordinar
las reuniones con las diversas comisiones (recursos humanos,
relaciones públicas, financiero, medios de comunicación, limpieza,
alimentación, cuidados médicos, fabricación y almacenamiento de
armas, tecnología).
Fiscalizar
diariamente las acciones de los equipos de estrategia política y
resolución de problemas inmediatos, forneciendo y colectando ideas
creativas para el seguimiento de la revolución.
Supervisar
la desestructuración de las instituciones coercitivas legitimadas
por el sistema capitalista y garantizar el buen andamiento de la
lucha de clases.
Beneficios:
Desarrollo
profesional y personal.
Paquete
salarial atractivo.
Incluye
tres comidas diarias, alojamiento en el local de trabajo, asistencia
médica.
Otras
informaciones necesarias:
Trabajo
de dedicación integral.
No
es necesaria experiencia anterior en este cargo.
Contratación
inmediata debido a la proximidad del colapso del capitalismo.
Interesados
en la vacante y que cumplen con el perfil, entrar en contacto urgente
con movimientos sociales, organizaciones políticas, mediadores de
asambleas locales, líderes de acciones populares, resistentes de la
causa obrera y editores-jefes de la prensa de izquierda.
Ellen maria
Ellen maria
9.10.12
O Turismo segundo DFW
“É provável que ser turista faça mesmo algum bem para a alma, mesmo que
apenas de vez em quando. Todavia, não que faça bem para a alma de algum
modo revigorante ou alentador, mas de um jeito severo e obstinado de
vamos-encara-os-fatos-com-honestidade-e-tentar-encontrar-um-modo-de-lidar-com-eles.
Minha experiência pessoal não é a de que viajar pelo país seja
relaxante ou amplie os horizontes, ou de que mudanças radicais de lugar e
contexto tenham um efeito salutar, mas sim de que o turismo é
radicalmente constritivo e humilhante da pior forma – hostil à minha
fantasia de ser um indivíduo genuíno, de viver de algum modo fora e
acima de todo o resto. Ser um turista massificado, para mim, é se tornar
um puro americano contemporâneo, alheio, ignorante, ávido por algo que
nunca poderá ter, frustrado de um modo que nunca poderá admitir. É
macular, através de pura ontologia, a própria imaculabilidade que se foi
experimentar. É se impor sobre lugares que, em todas as formas não
econômicas, seriam melhores e mais verdadeiros sem a sua presença. É
confrontar, em filas e engarrafamentos, transação após transação, uma
dimensão de si mesmo tão inescapável quanto dolorosa: na condição de
turista você se torna economicamente significativo mas existencialmente
detestável.”
David Foster Wallace
David Foster Wallace
Sodade
Ouvia Cesaria Evora
nua
e se lembrava de uma terra onde nunca viveu
Aquela terra dura
de amar
ser amada e ser sofrida
sozinha
embaixo da ducha.
Ellen Maria
nua
e se lembrava de uma terra onde nunca viveu
Aquela terra dura
de amar
ser amada e ser sofrida
sozinha
embaixo da ducha.
Ellen Maria
8.10.12
des-atrum
"Si
hay algo que odio es el desastre (el des-astrum, como desestrellarse):
el sentimiento de catástrofe. Es que algunos nacimos con estrellas,
otros estrellados, y a otros las estrellitas se nos pinchan como
globitos fálicos.
Me siento histérica, y balbuceo, y una chica como
yo no recurre a esas concesiones gestuales de las vanguardias
artísticas. En fin, cuando mi pensamiento de economía carroñera tiende a
tambalear casi que miro con miedo los restos de música de Arjona en mi
pc. Pero no, me digo que esa etapa ya pasó, y puede solo justificarse
por mis hormonas de inicio de la secundaria.
Cuesta mantener mucho
las economía libidinales, y el convite post-estructural, seamos claros
sólo son cotorritas locas, despechadas por sus chongos, y más histéricas
que yo. Y además se murieron postradas a su amor eterno, algo que sí,
es romántico y me hace llorar, de vez en cuando. Solo los justifica el
lecho de muerte y la vejez. Tiendo a pensar que son pocas las nobles
almas que se aferran a sus economías, y que son pocas las que las
consiguen llevar a cabo sin ninguna dietética disciplinaria.
Como me gustaría estar entre tus brazos Pierre, y que con amor, me entregues a tu pueblo turco."
Leonel Cherri
3.10.12
A avareza
Considerava ser uma mulher desprendida. Sem apegos materiais, afetivos, pessoais.
Não tinha uma biblioteca, porque doava os livros que comprava depois de lidos.
Não guardava cartas, não sabia que era valor sentimental.
Nunca fez uma lista. Nem de caras que já transou, nem de os melhores filmes que já viu.
Nunca escreveu um ranking de nada. Nunca chamou ninguém de melhor amigo.
A agenda telefônica foi programada para ser randômica.
No mercado, comprava de marcas aleatórias, sem ser preconceituosa com preço, elegia cortes diferentes do boi e do porco.
Há quem lhe chamava de "encima do muro". Não votava em um partido, não tinha preferência por um corte de cabelo, lugar para sair, ficava sempre a cargo do outro.
Há quem dizia que era "livre". Poderia ir aonde quisesse, e não sofreria de saudade nem nostalgia.
Mas ela sofria.
O único sentimento que não conseguia largar de jeito nenhum era exatamente essa teimosia de não se prender a nada, nem a ninguém.
Ellen Maria
A gula
Quando comprava uma barra de chocolate, sabia que seria a única.
Mas ao invés de comer um quadradinho por dia, e pelas contas, teria um pequeno prazer para uma dúzia de dias, ela comia toda de uma vez.
Talvez nos dias seguintes, quando desse vontade, se arrependesse.
Mas a sensação da barra inteira no seu estomago naquela noite do chocolate, ganhava o valor de felicidade.
Aquele sentimento de dever cumprido, de sonho conquistado, de sapatos tirados.
Foi a "noite do chocolate", apesar de todo o resto.
25.9.12
servilleta perdida en la verbena
a Paco perdido
Niña, cuando me dejaste me dijiste
que no podía más ofrecerme tu amor
que la vida era corta y cortarme sería lo mejor
que aunque me amaba no soportaba
que por una sola noche te abandoné
por una niña aún menor.
Ellen Maria
24.9.12
17.9.12
Primeiras aulas de voo
para L., que não sabe pilotar
Piloto automático uma ova.Da próxima vez que quiser voar
controle o manche próprio
que eu prefiro o ponto morto.
Câmbio, desligo.
Ellen Maria
protesis sentimental
Hasta ayer creía
que nunca me recuperaría,
que la vida no más luciría,
que sería siempre una abierta herida.
Pero hoy tuve noticias tuyas.
Me dijeron de tu nuevo adorno,
pirata sin loro,
Tu diente de oro
me dio brillo propio.
Gracias.
No me imagino con un hombre
de sonrisa amarilla.
Ellen Maria
16.9.12
13.9.12
Classificados
Massa insurgente busca vanguarda revolucionária.
Requisitos obrigatórios:
Liderança, espirito de equipe, lista ativa de contatos com variados grupos oprimidos, autonomia e dinamismo. Fundamental saberes na área de gestão de pessoas e experiência com gerenciamento de conflitos. Excelente dicção, fluência em 3 línguas, capacidade de trabalhar sob pressão. Disponibilidade para viajar.
Conhecimentos indicados:
Retórica, história geral, educomunicação, principais correntes críticas filosóficas e sociológicas, literatura universal, geopolítica atual, manejo de armas. Desejável especialização em revolução russa e movimentos proletários.
Documentos necessários:
Um manifesto coerente e perspicaz que dialogue com a conjuntura da América Latina.
Carta de propostas a curto e largo prazo.
Curriculum com indicação.
CNH.
Funções:
Responsável por transmitir informação de maneira objetiva para as delegações, liderar o comitê executivo.
Coordenar as reuniões com as diversas áreas (recursos humanos, relações públicas, tesouraria, meios de comunicação, limpeza, alimentação, cuidados médicos, fabricação e armazenamento de armas, tecnologia), assegurar que o trabalho intelectual siga em confluência com o trabalho manual. Fiscalizar diariamente as ações das equipes de estratégia política e resolução de problemas imediatos, fornecer e coletar ideias criativas para o seguimento da revolução. Gerenciar a desestruturação das instituições coercitivas legitimadas pelo sistema capitalista, garantir o bom andamento da luta de classes.
Coordenar as reuniões com as diversas áreas (recursos humanos, relações públicas, tesouraria, meios de comunicação, limpeza, alimentação, cuidados médicos, fabricação e armazenamento de armas, tecnologia), assegurar que o trabalho intelectual siga em confluência com o trabalho manual. Fiscalizar diariamente as ações das equipes de estratégia política e resolução de problemas imediatos, fornecer e coletar ideias criativas para o seguimento da revolução. Gerenciar a desestruturação das instituições coercitivas legitimadas pelo sistema capitalista, garantir o bom andamento da luta de classes.
Benefícios:
Desenvolvimento pessoal e profissional.
Desenvolvimento pessoal e profissional.
Pacote salarial atrativo.
Inclui três refeições diárias, moradia no local de trabalho, assistência médica.
Outras informações:
Trabalho de dedicação integral.
Não é necessária experiência anterior neste cargo.
Não é necessária experiência anterior neste cargo.
Contratação imediata devido a proximidade com o colapso do capitalismo.
Interessados nesta vaga e que se encaixam no perfil, entrar em contato urgente com movimentos sociais, organizações políticas, mediadores de assembleias locais, líderes de ações populares, resistentes da causa operária e editores-chefes da imprensa de esquerda.
Ellen Maria
Ellen Maria
21.8.12
Pretexto
La tres primeras veces
culpamos el alcohol
las otras tres, la
soledad
Después desistimos de
manchar la consciencia
com excusas para
libertarnos
y decidimos
enpachurrarnos
de alcohol, soledad,
consciencia y libertad.
El amor sirvió al nuestro contexto.
Ellen Maria
Ellen Maria
20.8.12
25.7.12
16.7.12
Presentación de una familia
"- A ver, déjame a mí, que tú no te aclaras.
Nadie le había explicado a Lucía que los tomates hay que limpiarlos antes de cortarlos. No tenía ni idea de que la ensalada cargada de pesticidas es peligrosa para la salud. Pero su madre sí que lo sabía. Se lo habían enseñado desde pequeña. Eso, y pocas cosas más. Y no quería dejar pasar la oportunidad de hacérselo notar a su hija para que ella, como mínimo, sintiera un poco de vergüenza:
Nadie le había explicado a Lucía que los tomates hay que limpiarlos antes de cortarlos. No tenía ni idea de que la ensalada cargada de pesticidas es peligrosa para la salud. Pero su madre sí que lo sabía. Se lo habían enseñado desde pequeña. Eso, y pocas cosas más. Y no quería dejar pasar la oportunidad de hacérselo notar a su hija para que ella, como mínimo, sintiera un poco de vergüenza:
- Es que eres una patosa.
Vergüenza que habría de sumarse a la culpa que
le había hecho sentir poco antes, cuando preparaban la mesa. Lucía había
colocado los cubiertos de manera incorrecta y ella le había dicho que a pesar de
los años y el tiempo que habían invertido en educarla, parecía no haber
aprendido nada en absoluto, de ninguna manera, nada, como si el objeto de toda
educación consistiera, básicamente, en saber colocar la mesa en las casa ajenas
y en saber colocarse la servilleta sobre las piernas como un signo de distinción
y elegancia.
En esa casa nada cumplía la función que se esperaba. El reloj no servía para informar acerca de la hora, sino para determinar como un sargento desdeñable, de bigotillo facha y tripa opulenta, el comienzo y el final de las tareas que la madre tenía que cumplir a lo largo del día sin interrupciones y a tiempo para poder sentirse completa, más o menos realizada, y libre. Y ni siquiera era su madre. Lucía la llamaba así porque era muy pequeña cuando ella llegó para ocupar el lugar que había dejado vacante su verdadera madre, muerta de un ictus fulminante mientras regaba el jardín pocos meses después de haber parido a Lucía. No era su madre. El instinto se lo recordaba cada vez que la miraba: esa cara simiesca no tenía nada que ver con la suya.
Y los cojines que se habían escogido para decorar el sofá no habían sido seleccionados para resultar cómodos, sino para parecer bonitos. Eran inútiles, ninguna cabeza podía apoyarse en ellos sin lamento. Las cortinas compradas en Turquía no podían descorrerse porque, según madre, le daban un toque oriental a la casa que nada, ni siquiera las acrobáticas palizas que de vez en cuando le daba su marido, podía otorgárselo. Así era esa mujer apócrifa. Así leía los libros sólo para fardar de que los había leído y así pregonaba a gritos su profunda repulsa por el gobierno de turno: necesitaba mantener un enemigo ficticio que la reforzara en los momentos de debilidad. Porque era una desgraciada. Y aunque le dolía reconocerlo, le gustaba ridiculizar a Lucía. Algo en la ofensa la calmaba; entonces se sentía bien. Disfrutaba con ella, ejercitaba la sutileza de los golpes dados y soñaba con el día en que sus palabras llegaran a ser dolorosas y nadie lo percibiera. Llamaron al timbre.
En esa casa nada cumplía la función que se esperaba. El reloj no servía para informar acerca de la hora, sino para determinar como un sargento desdeñable, de bigotillo facha y tripa opulenta, el comienzo y el final de las tareas que la madre tenía que cumplir a lo largo del día sin interrupciones y a tiempo para poder sentirse completa, más o menos realizada, y libre. Y ni siquiera era su madre. Lucía la llamaba así porque era muy pequeña cuando ella llegó para ocupar el lugar que había dejado vacante su verdadera madre, muerta de un ictus fulminante mientras regaba el jardín pocos meses después de haber parido a Lucía. No era su madre. El instinto se lo recordaba cada vez que la miraba: esa cara simiesca no tenía nada que ver con la suya.
Y los cojines que se habían escogido para decorar el sofá no habían sido seleccionados para resultar cómodos, sino para parecer bonitos. Eran inútiles, ninguna cabeza podía apoyarse en ellos sin lamento. Las cortinas compradas en Turquía no podían descorrerse porque, según madre, le daban un toque oriental a la casa que nada, ni siquiera las acrobáticas palizas que de vez en cuando le daba su marido, podía otorgárselo. Así era esa mujer apócrifa. Así leía los libros sólo para fardar de que los había leído y así pregonaba a gritos su profunda repulsa por el gobierno de turno: necesitaba mantener un enemigo ficticio que la reforzara en los momentos de debilidad. Porque era una desgraciada. Y aunque le dolía reconocerlo, le gustaba ridiculizar a Lucía. Algo en la ofensa la calmaba; entonces se sentía bien. Disfrutaba con ella, ejercitaba la sutileza de los golpes dados y soñaba con el día en que sus palabras llegaran a ser dolorosas y nadie lo percibiera. Llamaron al timbre.
- ¡Abro yo! -anunció padre levantándose del
sofá a duras penas, fatalmente gordo, mantenido con vida por la gloria de un
cuádruple bypass y calcificado por el tabaco del que ahora sólo podía disfrutar
los sábados por la tarde, si había fútbol. Atravesó el salón apoyándose en la
estantería de ficción -Frederik Pohl, Jack Vance, Harry Harrison, Larry Niven,
Philip J. Farmer- y se detuvo para coger aire en el umbral del recibidor. Quién
sabe por qué se agita en sueños la cabra. Habían llegado Erik y su novia,
Martina. Traían unos bombones y parecían dispuestos a alegrar el ambiente. Lucía
apenas levantó la cabeza por encima del hombro desde la cocina a modo de saludo.
No es que no soportara a Martina. Ella le parecía bien. Pero como ocurría con su
madre, había algo en la cara de la novia de su hermano que le recordaba a
ciertos tableros de billar que ocupan los bares nocturnos y que nadie utiliza.
Sentía todo el tiempo que, de alguna forma, esa chica sobraba, o quizá lo
contrario y peor, que faltaba, como el tornillo que se echa de menos en toda
operación de bricolaje. Nadie sabía nada
de ella. Su boca sólo pronunciaba tonterías; a veces emitía pequeñas sonrisas de
animal que vive acorralado y no es capaz de comprenderlo. Qué sabía su Erik de
ella, esa era una buena pregunta.
Madre, con su habitual elocuencia impostada, los recibió con vozarrón de
júbilo y no dejó pasar la oportunidad de buscar cierta complicidad burlándose de
Lucía, el único método que conocía para trabar afinidades:
- Si os lo cuento no lo creéis. ¡Lucía no sabe que la fruta hay que lavarla
antes de comerla! ... es que...
- ¡Ja ja ja! -la carcajada salió de la boca de Martina, fuera de lugar,
feroz y desatada."
Victor Balcells Mata
Victor Balcells Mata
Nevera vacía
El ahorro es un lujo.
F. SCOTT FITZGERALD
Nuestra nevera nunca estuvo llena.F. SCOTT FITZGERALD
Se congelaba, hacía ruidos raros
como diciendo «mira, no me usáis,
vendedme a alguien del barrio, no será muy difícil»
–todo esto, claro está, en un lenguaje
propio de las neveras;
un idioma sintético, volátil,
una lengua compleja, cargada de freón–.
Con todo éramos pobres para poder tener
la nevera vacía,
debíamos llenarla de algún modo.
Fue mi mujer quien dio la idea de los libros.
Ben Clark
Traducción: Andrés Catalán
14.7.12
reglas
"Si la
aplicación de reglas resulta tan imprecisa, bien cabe hablar de una poética de
la excepción. La aplicación de reglas es una conducta estética en la medida en
que ninguna regla contiene en sí misma el método de su aplicación. Si una ley
contuviera en sí misma el método de su aplicación, entonces no habría ningún
libre juego entre la acción y la ley, y la conducta de seguir una norma sería
un puro automatismo mecánico que no dejaría lugar para la libertad en ningún
sentido relevante. En cambio, nos resulta algo bastante natural y evidente que
haya algo así como vulneraciones de las reglas, por ejemplo, en el lenguaje,
cuyo potencial no se puede reducir a un conjunto de reglas o procedimientos.
Así lo recuerda la poesía o el procedimiento metafórico. Similarmente los
juristas hablan de “interpretación constructiva”, lo que testifica que la
interpretación es siempre creativa. El momento heurístico de la razón indica
que hay un cierto saber involucrado en cualquier aplicación de una ley,
reglamento u orden, que la conducta de seguir una regla está mediada por la
interpretación de la norma y supone una habilidad específica que estriba
precisamente en saber utilizarla (J. Vicente Arregui 1988). El hecho de que
ninguna regla contenga en sí misma el método de su aplicación significa que en
la conducta de seguir una regla está implicado siempre un cierto tipo de conocimiento,
una capacidad inventiva que cabe explicar por analogía con los procedimientos
de la imaginación poética. Al final va a resultar que sin imaginación no hay
conducta buena ni orden razonable, que el bien y la verdad tienen más que ver
con la estética de lo que pensábamos."
Daniel Innerarity
Daniel Innerarity
13.7.12
filho de peixe
Dá medo. Pelo risco. Mas a gente engole o medo, ignora o risco, e se joga. Mergulha de cabeça.
Daí as vezes, a piscina não dá chão. E a gente sai dela com os dedos enrugados e sem fôlego.
As vezes, tenta nadar rápido, mas a borda tá longe, e parece que o afogamento é o caminho mais fácil.
Não é.
Passa um tempo, e lá vem a vontade de novo. De entrar com tudo.
Se vai dar pé? Vai saber! Só dá pra saber se cair lá.
E como se fosse uma ampulheta, dessas que a gente vai virando quando acaba a areia, a gente faz com a vida.
Não deu? Tudo bem, parte pra outra. Sempre há outra possibilidade, outra história pra contar, dizem.
Mas cansa... quase sempre cansa. E depois de um tempo descansando, a gente volta pra cantar nessa roda. Quer dizer. A gente busca outra piscina.
De outra cor. Profundidade. Com menos cloro. Com mais capacidade em litros.
Ou compra uma máscara de mergulho. Um tanque de oxigênio. Um escorregador ou um colete salva-vidas.
Eu preferi casar com um professor de natação.
Ellen Maria
1.7.12
17.6.12
1.6.12
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